café&cerveja

Café. As vezes com açucar, as vezes não. Cerveja. As vezes gelada, as vezes não.

quarta-feira, maio 03, 2006

Já faz tempo que a idéia do café e da cerveja como os combustíveis da babilônia paulistana alimentam a minha cabeça.

Nos últimos tempos tenho alimentado a idéia com a bebida escura quando o dia clareia, e com a clara quando o dia escurece. As duas a manter o corpo e a cabeça, sempre rumo à inércia, a funcionar. Este é o uso. Mesmo que, com mais freqüência do que muitos gostariam, o período e a temperatura de consumo eventualmente se invertam.

Sábio de porta de boteco. Certa vez, ouvi um médico me garantir que a cerveja e o café são substâncias que possuem o poder de alterar o equilíbrio energético do corpo humano. Talvez seja justamente por isso que ambas sejam quase condição fundamental ao ato de escrever, mesmo que este não seja o ponto aqui. Mas o que ia dizendo, ou melhor, o que o médico me dizia, é que o café possui a propriedade de retirar a energia do corpo para levá-la para a cabeça, nos deixando mais inteligentes e atentos ao mesmo tempo em que resfria nosso corpo. A cerveja por sua vez tem a propriedade inversa e, ao retirar a energia de nosso cérebro e enviá-la para o corpo, faz com que nos tornemos menos ponderados, mais estúpidos e quentes. De uma certa maneira são ambos combustíveis que usamos para nos manter de pé conforme a situação.

É nesse equilíbrio, por essas e por outras, que se encontra o mundo paulistano, entre copos de cerveja e xicáras de café, em momentos de atenção e frieza, agitação e estupidez. Não necessáriamente nessa ordem, não necessariamente nessa temperatura, mas a idéia parte daí.

- Pra mim, faz sentido.